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Maucir Nascimento
"As grandes obras são sonhadas pelos gênios, executadas pelos lutadores, desfrutadas pelos felizes e criticadas pelos inúteis irônicos." (Autor desconhecido)
O exemplo sempre vem de cima
"Se por algum motivo esquecermos-nos da importância do significado dos sentimentos dos nossos próximos, certamente as lágrimas dos nossos próprios filhos nos farão lembrar." (Maucir Nascimento)
Irônico como só o mundo é, por aqui somos todos iguais, conforme disse no texto anterior. Independe da origem, da cor, das escolas onde estudou, filho de quem seja ou quem se pensa que é.
Por isso, se você é ou pretende ser pai/mãe cuidado com suas próprias ações. Esse é o lado B da oportunidade de ouro, o ensinamento que pode ser aproveitado não apenas por aqueles que estão vivendo na pele a experiência, mas por aqueles que mais prezam por eles (nós). Afinal, "quem meu filho beija a minha boca adoça" como já diz o sábio ditado.
A cada oportunidade que tiver de tratar qualquer subalterno com decência, dignidade e respeito, floresce no mundo a possibilidade de que os seus próprios filhos possam receber o mesmo de outros pais, nas mesmas posições que você mesmo, dispostos a contribuir para um presente mais elegante e agradável. A cada colega ao qual for paciente, companheiro e leal, você pode oferecer ao mundo a chance de que o mesmo seja ofertado aos seus descendentes. A cada ordem que puder deferir de forma afável, sem rispidez ou ignorância faz nascer a possibilidade de que suas próprias crianças não passem pela desagradável experiência de vivenciar a pior face disso, especialmente em um momento tão sensível. A cada ensinamento que você puder passar ao outro, a cada comentário positivo, a cada ação cortês, imagine que isso incidirá sobre o que seus entes mais amados receberão da vida.
Fazer dinheiro, aprender inglês, conhecer o mundo, independente do objetivo dos seus filhos, amigos ou irmãos, acreditem: a simples ação de um sorriso ou ação despretensiosamente cortês de um colega ou chefe faz uma diferença absurda, principalmente em um momento tão delicado quanto é estar longe de tudo e todos.
Esta é uma oportunidade de ouro, sobretudo porque nos leva a refletir sobre aspectos extremamente importantes nas nossas vidas, mas que podem em algum momento ser relegadas ao segundo plano, por conta da cultura egocêntrica que vivemos em todo mundo. Se, como intercambista, há a incrível chance de sentir na pele algo que não é nem um pouco palatável, como genitor, esteja você no mais alto Olimpo profissional que se possa atingir, por mais inquestionável que seja nos seus domínios, o mundo pode encontrar uma forma de te mostrar alguma coisa.
Alguns aprendizados são comuns. Quem hoje está na faixa dos vinte fatalmente viu filmes como Karatê Kid mais de uma vez em sessão da tarde, assistiu mais ou menos os mesmos desenhos animados, se emocionou com Titanic, riu com chaves e tem uma vaga lembrança de Carrocel. Uma das coisas em comum nessas passagens infantis dos anos oitenta/noventa é a apologia à humildade. Fatal e obviamente, esse aprendizado não foi absorvido tão homogeneamente por nós (que estamos na dezena dos vinte) mas o espírito da coisa esteve lá, desde a nossa infância.
É claro que a absorção disso pras nossas respectivas personalidades e atitudes depende de um milhão de outras variáveis: nossos exemplos paternos, as influências de amigos, nossos ciclo sociais, origem das nossas famílias ou valores que absorvemos por aí.
Quando essa lição não é bem aprendida na infância, o intercâmbio se torna um imenso potencial de aprendizado, também nesse sentido.
A equação é simples: me arrisco a dizer que 93% dos brasileiros que se aventuram no exterior inserem-se no sub-trabalho, o que propicia a rara possibilidade de aprender a valorizar e respeitar coisas as quais antes nunca se deu valor. Isso permite a nós, independente de nossas classes sociais, esnobisses e equívocos de criação, aprendamos, por meio do nosso próprio sangue derramado, a ver a importância da humildade.
Quem não aprende pelo amor, aprende pela dor. Aplica-se muito bem.
É fácil de explicar: "Eu nunca valorizei tanto o trabalho de um garçom" ou "Quando eu voltei pro Brasil, vivia agradecendo a empregada lá de casa", são confissões que ouvimos aos quilos. Quando digo aos quilos, me refiro também ao peso que isso defere na vida de todos nós que estamos por aqui vivendo cada uma dessas vírgulas. Isso tem sim a ver com o trabalho que se desempenha, mas o que mais horroriza a nós, classe média e ricos brasileiros, é a própria atitude que tínhamos no Brasil, refletida nos modos dos nossos respectivos empregadores e colegas de trabalho estrangeiros.
Gritos, xingamentos, intimidações, provocações e muito mais a troco de nada. Apenas porque eles dominam o idioma e você não, apenas porque eles são cidadãos e você não, apenas porque essa é a cultura deles e não a sua, apenas pelo mesmo fato que nós mesmos fizemos o mesmo tipo de coisa com outros no passado: a troco de nada. Interessante ironia, isn't?
Invariavelmente, cada um de nós vai voltar pro Brasil com uma coleção própria de histórias pra contar. Uns vão contá-las em um tom de voz mais sereno, outros provocando risos, e também haverão aqueles que preferirão nem mesmo reproduzir as tais estórias; mas o fato é que, se os exemplos da infância não foram suficientes pra aprender a importância da humildade em cada uma das nossas ações do dia-a-dia, com certeza, essa é uma, como diz minha mãe, oportunidade de ouro.
Há muitas pessoas que se seduzem pelo caminho. Uma boa parcela de bons brasileiros acostuma-se com a excelente vida que temos por aqui. Sim, claro. Universitários brasileiros não precisam expor à explorações em formato de estágio, não precisam conviver com insegurança, cobrança de pais, sustentam seus próprios vícios e têm todos os prazeres carnais que desejam ter. Aos vinte, pode parecer a equação perfeita, sobretudo quando sentida na própria pele.
Ainda que vivamos trabalhando nos ditos subempregos, podemos ter uma vida material excelente. Pra algumas pessoas isso é mais do que suficiente; a mim, experiência parece excitante, diferente, marcante, mas ainda é um caminho. É justamente por isso que a corrupção é tão comum, tão ordinária... é quando o meio se torna mais importante que o fim.
A conquista do inglês é um caminho para uma infinidade de oportunidades que se apresentarão. O vivência internacional é um caminho pra se tornar mais conhecedor do mundo, das pessoas, do que é bom, do que é ruim e do que foi ou do que é. Viver by yourself é um caminho pra se tornar mais consciente, dominar seus limites e forças, para aprofundar-se em si mesmo sem influência externa nenhuma. A própria produção de dinheiro que possa ser feita nesse estágio, por maior que seja, também é apenas um caminho pra testar os limites do seu esforço, superação, obstinação, adaptabilidade.
Depois dos perrengues iniciais desta minha odisséia pessoal, é nisso tudo que tento manter em mente pra não ser tragado pela sedução das coisas dando certo, pra não me entregar aos meios e esquecer dos fins.
Se no começo eu não podia entender e ser entendido, agora posso. Se antes minha luta era por encontrar trabalho, em breve terei que me decidir por aquele que mais me apetece e que melhor me paga, pois já quase não dou conta dos que tenho. Se antes tinha que provar meu valor para empregadores, agora desfruto da sua confiança. Se antes passei por dificuldades financeiras, começo a sentir o gosto de simplesmente não me preocupar com dinheiro. Se antes me sentia sozinho e carente, agora tenho o apoio de minha mulher.
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Desfrute suas suadas conquistas, viva sua vida, seja feliz. Apenas só não esqueça dos fins.
Iniciativa, empreendedorismo, força de vontade... Por mais virtuosas ou detestáveis que as características possam parecer, elas têm dois lados. Pra mim, sempre tiveram. Mesmo as mais veneradas no mundo dos negócios, ou aquelas que aprendemos a valorizar ao extremo nas nossas respectivas culturas.
Às voltas das minhas primeiras 6 semanas na Austrália, me peguei conversando com empresários indianos sobre minha experiência profissional no Brasil em uma entrevista para uma simples vaga de garçom. É comum os intercambistas, ao menos por aqui, mentirem nessa etapa. O motivo é claro: todos os sul americanos que embarcam nesse tipo de experiência estão à margem do que realmente é a América do Sul (ao menos economicamente). No mínimo, pertencem ao que convencionamos chamar de classe média: normalmente o perfil é o jovem cursando a universidade, o que varia um pouco para os que vem durante a escola ou antes de começar a fazer curso superior; até os que vem mais tardiamente, já com uma vida profissional engatilhada, entretanto buscando um upgrade por conta do aprendizado do inglês. O resultado desse perfil é que essa massa de estudantes desembarca do país-continente sem falar inglês e querendo trabalhar, todavia sem ter experiência em nada que se possa ser feito por quem não sabe falar a língua; por fim, mentir sobre o que fez no passado acaba sendo a opção mais simples pra seduzir os empregadores.
Não que eu seja o ser humano mais puritano do mundo pra mentiras, mas pra mim a equação parecia simples: bastaria meio segundo segurando uma bandeja pra que um dono de restaurante há 50 anos visse que eu nunca fiz isso na vida, portanto, decidi falar a verdade. Nesse caso, antes tivesse mentido.
No primeiro contato, minha experiência rendeu uma boa conversa, com direito a uma provinha da apimentada comida indiana e tudo. Soube um pouquinho sobre a história deles, do restaurante e tudo mais. Eu, que buscava trabalho como garçom, saí da entrevista sonhando alto. Afinal, além do ofício de servir os clientes, que mal faria pensar em algumas coisas pra mostrar pra eles, já que as idéias me fluem tão automaticamente...
A receita parece simples: unta-se o pensamento com um pouquinho da teoria da faculdade, coloca-se em fogo brando o que você acabou de conhecer do negócio, adiciona o que já se viu por aí (seu background), uma pitada de idéias fescas e a mistura já é um pequeno plano de ação. Demorou menos de uma semana pra eu apresentar um projetinho besta, e eles dizerem pra mim "bem que você pode gerenciar nosso restaurante".
Desde então, ganhei as chaves do restaurante e o encarregado mais antigo recebeu ordens pra que eu pudesse fazer o que quisesse. Carta branca, ora bolas! "Austrália, terra das oportunidades" pensei de imediato.
Uma semana depois, em uma reunião com toda família de indianos-cidadãos-australianos, a moral não pára de crescer. "This guy never stops to surprise me" diz a matriarca. Planejo uma pesquisa de marketing pros três restaurantes da rede pra delimitar as fraquezas do negócio, faço pesquisa nos concorrentes, corro atrás de implementação das idéias, e não percebo que apesar das 50 horas que trabalhei apenas na primeira semana, não recebi nenhum centavo do que tínhamos combinado. Assim se passaram dezessete dias de idéias bem recebidas e promessas de pagamentos, até que a situação se tornou insustentável.
O balanço da aventura foi três tipos de acertos de pagamentos diferentes e muita excitação profissional não recompensada financeiramente.
Aos quatro meses e meio do meu intercâmbio, hoje posso rir disso. A coisa toda do trabalho vai muito bem obrigado, mas àquela altura, eu só conseguia pensar nos que mentiram e tiveram dias tranqüilos aos finais de semana.
E quanto a mim, bom, o idealismo, dessa vez profissional, um dia há de me fazer muito feliz e bem sucedido.
Amém.
No meu primeiro semestre estudando Marketing freqüentei algumas disciplinas compartilhadas com graduandos em Propaganda. Uma delas em especial, dedicava boa parte do conteúdo ao impacto da comunicação (nesse caso, propaganda) nos consumidores finais.
Em uma das abordagens começamos a estudar um pouquinho de neurologia e neurolinguística, em especial as áreas do cérebro que eram afetadas pelos tipos de apelo. Eu adorava. Na época, lembro que me lancei nas leituras sobre isso, começamos até a criar um clã pra fazer alguma coisa a esse respeito.
A professora ficava meio preocupada com as viagens e aprofundamentos que surgiam desde então, mas, fora isso era bastante saudável.
Por sua vez, o aprendizado do inglês pelas diferentes pessoas e caminhos têm movido minha curiosidade nesses tempos. Costumo dedicar minha atenção à investigar sorrateiramente o que as pessoas à minha volta sentem ou vivem a respeito disso por aqui, uma vez que estamos curiosamente vivendo a mesma respiração, apesar dos abismos que diferenciam a todos nós: colombianos, chilenos, sulistas, baianos, paulistas, gente de todo tipo. Como se portam, como pensam, interagem e assim por diante, focando tudo isso no aprendizado da língua.
Definitivamente, os mistérios que separam o céu e a terra são tantos neste assunto também. São inúmeros os métodos e certezas, tanto quanto se pode imaginar. Antes mesmo d'eu deixar soterópolis as opiniões já eram divergentes. Uns achavam que um investimento desse porte sem um estudo prévio a rigor (nesse caso, fazer curso de inglês da imersão no exterior) era besteira, já outros diziam que "esse negócio de curso de inglês aqui é tudo bobagem", além, claro, de todas as variações que podem existir entre esses extremos.
Foi pensando nisso que procurei algumas coisas na internet a respeito: queria entender o que os pesquisadores pensam a respeito, o que eles mensuraram no comportamento e nas possibilidades biológicas humanas, e assim por diante. Muitos dos textos são chatos ou complexos demais pra uma leitura rápida, mas este em especial é bastante nutritivo não tomará muito tempo, caso você deseje estender seu conhecimento um pouco mais sobre o assunto. O texto é de um pesquisador norte americano chamado Stephen Krashen.
Tenho amigos que tem verdadeiro talento para a música, gente que tem a baianidade em todos os poros do corpo. Já eu, sou mais baiano pra outras coisas: lembro bem que foi um esforço absurdo. Nunca fiz uma aula, nunca tive orientador, mas estava decidido a aprender. À flor da adolescência, achava fantástico quando meus amigos tocavam para os grupos de amigos e animavam as rodas. Pra completar, uma vez li em algum lugar que as mulheres se sentiam absurda e inconscientemente atraídas pelos encantamentos dos bardos músicos, coisa que eles também já sabiam instintivamente há muito tempo. Definitivamente eu queria aprender na mesma proporção que as pessoas que viviam na mesma casa que eu queriam me matar.
Foram meses de tentativas que não faziam nenhum sentido.
Um ano depois, eu já não passava vergonha. Meus amigos músicos, genuinamente presenteados por Deus com o dom, sempre perceberam os erros que cometia e cometo, mas para o grande público o som é palatável e interessante, e foi exatamente assim que encantei aquela que desejo que seja minha mulher. Touchê.
Essa estória faz bastante sentido agora, mais uma vez.
A violência é uma coisa que me aflige.
Nascido e criado em Salvador, sempre convivi relativamente bem com a violência urbana, o que quer dizer que na maioria das vezes sabia como tentar evitar situações desconfortáveis, e no eixo do meu coração isso nunca me fez deixar de querer viver minha vida na cidade que mais amo, ou no país que é meu de coração, por direito e do qual costumava sonhar em ser Presidente da República.
"Você vai sentir o que é viver podendo fazer o que quiser, quando quiser" foi o que disse minha irmã, que acabara de completar o mestrado na Espanha e uma dúzia de outras pessoas que também moraram fora. Eu nunca duvidei, embora apenas imaginasse vagamente o que isso queria dizer. A sensação de viver isso é muitas vezes maior do que a idéia que fazia dessa experiência.
Dez semanas depois do meu embarque, a idéia mais exata que tenho do meu futuro são possibilidades vagas e incipientes, mas a questão da violência me preocupa mais do que antes. Talvez por conta de algumas possibilidades minhas de voltar ao Brasil um dia, talvez por minha mãe estar lá sozinha, talvez pela agonia que é o nosso povo não poder viver essa sensação tão gostosa de completa segurança pública.
"Uma mente expandida nunca mais volta ao seu tamanho original" é uma máxima que sempre gosto de citar, de Einstein. Nem de longe considero a experiência da odisséia australiana superior ao projeto brasileiro, mas viver sem violência é... é.... inefável.
Resisto a acreditar que existe um plano pra nós. Como quase todos nesses tempos, tendo a pensar que as energias que emanamos desbravam nossos caminhos no universo e que somos resultado das nossas vontades, da capacidade de dominar a própria mente, das influências de tudo que todos emanam no universo e um mol de outras coisas.
Me parece que sempre está tudo junto ao mesmo tempo.
Os sinais que estão por aí me fascinam e me confundem. Talvez daqui há 30 anos eu tenha sabedoria pra entender melhor tudo isso, quiçá explicar minhas próprias percepções.
Por enquanto, vou aprendendo a ler os sinais.
Demorei pra chegar a essa conclusão, mas a fase da negação é inevitável. Por mais memorável que pareça o feito, seja lá o que esteja prometido para depois da tormenta ou quais forem os humores dos tempos, há um momento onde você vai parar pra pensar e considerar que errou. A fase da negação.
Tenhamos nós uma ou oito décadas de experiência, enquanto respirarmos estaremos passíveis de erro. Pior que isso... talvez as nossas certezas mais centrais estejam simplesmente........ completa e absurdamente erradas. Considerar o erro diminui as chances de desastres, considerá-lo apenas pode nos assegurar um belíssimo lugar à mais completa inércia.
Durante quase seis semanas eu vivi a tormenta da busca por um trabalho que parecia não chegar nunca. Longas seis semanas, pra quem está nessa situação. O paraíso australiano não é mais o mesmo, diziam os pessimistas de plantão. A pasárgada Australiana acontecia nessas mesmas ruas, bradavam os nostálgicos em plenos pulmões, referindo-se ao inimaginável tempo em que os intercambistas eram parados nas ruas pelos empregadores que queriam gente pra trabalhar. Os otimistas..... bom, esses estavam meio calados ultimamente.
Foi assim que atravessei esse período de negação. Se, por um lado, o aprendizado de inglês é acelerado absurdamente, por outro, onde fica o orgulho do rapazinho que trabalhava duro desde cedo pra pagar suas coisinhas? Onde fica o sonho que de que a vida vai ser melhor, que trabalhando duro poderíamos honrar os meios pelos quais viemos pra cá, e que everything is gonna be all right?.
Enfrentar a negação com convicção e pé no chão é importante. Sim, eu podia estar errado, mas não ia ser por falta de esforço que ia deixar de alcançar o que vim aqui conquistar, e foi bem assim que cheguei onde queria chegar.
Everything is gonna be all right mesmo.